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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O Melhor (e o Pior) do Cinema em 2018.






2018 chegou ao fim e ele foi um ano intenso no cinema.

Tivemos muitos filmes desde sequências, filmes derivados,
franquias ressuscitando, longas mega-eventos e até mesmo
a entrada no Brasil nas adaptações de super-heróis.




Vamos agora relembrar o que tivemos de excelente, bom e ruim também,
nesse ano de 2018.












Os Excelentes




Tivemos muitos filmes simplesmente espetaculares,
vamos relembrá-los.













Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War, 2018, EUA, 
Dir: Joe e Anthony Russo)

E pra nossa alegria, os irmão Russo conseguiram e nos deram
um excelente filme de super-heróis de proporções inéditas.


Robert Downey Jr., Benedict Cumberbatch, Josh Brolin 
e os demais do elenco, mandaram incrivelmente bem, nos trazendo um dos
melhores filmes que vi na vida.

A história bem amarrada consegue abordar bem os personagens
(É verdade que alguns tem mais destaque do que os outros, mas é compreensível).

As cenas de ação são excelentes e os efeitos especiais bastante convincentes
(Em muitas das cenas eu me perguntei se o Thanos era realmente um gigante
roxo ao invés de algo criado com CGI).


Ele foi de longe o filme que eu mais gostei esse ano e espero
que sua sequência mantenha a qualidade.










Pantera Negra (Black Panther, 2018, EUA, Dir: Ryan Coogler)



Pantera Negra se mostrou um ótimo filme, com uma história interessante
que aborda questões sociais de uma maneira pouca vezes vista em filmes
de super-heróis e com boas cenas de ação.

O seu único pecado ao meu ver foi o CGI esquisito em algumas
das cenas, (principalmente na batalha final).


Outra coisa que me incomodou relacionada ao filme, não foi nem culpa
dele em si e sim da mídia tendenciosa e algumas pessoas de caráter duvidoso
 que o usaram o filme para "causar" na Internet, lançado declarações como
"- Se você é branco, esse filme não é pra você" e "- Pantera Negra é
o primeiro filme protagonizado por um super-herói negro."

Primeiramente, não sabia que havíamos voltado pros tempos arcaicos do cinema,
onde existiam produções exclusivas pra cada etnia e a galera que fala que o Pantera
foi o primeiro "esqueceram" de Blade, Aço, Mulher-Gato e Hancock (Não importa
se esses filmes foram bons ou não, eles vieram primeiro).

Finalizando, foi a mesma besteirada que rolou no ano passado com o lançamento
da Mulher-Maravilha, triste isso.















Jogador Nº1 (Ready Player One, 2018, EUA, Dir: Steven Spielberg)


Baseado no livro de Ernest Cline (que também escreveu o roteiro do filme)
 e dirigido por ninguém mais,
ninguém menos que Steven Spielberg, Jogador Nº1 estreou logo
no comecinho do ano e foi uma baita de uma surpresa pra mim.

Eu não conseguia o livro, não sabia do que se tratava, mas quando
descobri, fui logo assistir e me apaixonei.

Muita gente gostou do longa, mas uma boa quantidade também o
criticaram por "- focar só nas referências e Easter Eggs" 
e por "- Ter uma história genérica".

Respeito quem pensa assim, mas discordo totalmente.

Mas acho que a questão aqui é mais pessoal, eu
sou muito parecido com o James Halliday (vivido por Mark Rylance).

Não me dou muito bem com as pessoas e prefiro vídeo-games, HQs,
cinema e desenhos, cultura pop em geral, do que ir em uma festa ou paquerar
no shopping, por exemplo.
(Só faltou em ser um gênio da programação também, mas ninguém é perfeito.)

Quando eu assisti o filme com um amigo meu, ele disse
na minha cara que o Halliday foi inspirado em mim, pra
vocês terem noção.

Acho que essa identificação direta com a obra é o que me
fisgou e fez o longa se tornar um dos meus favoritos de todos
os tempos.










Os Incríveis 2 (The Incredibles 2, 2018, EUA, Dir: Brad Bird)



Não sei vocês, mas eu sinto um medo danado, quando Hollywood
resolve ressuscitar uma franquia que andava meio esquecida.

Quase sempre o retorno acaba sendo um fiasco.

Mas felizmente, esse não é o caso de Os Incríveis 2.

Depois de tantos anos desdo primeiro filme, a família mais
querida da Pixar/Disney retornou em grande estilo.

Os Incríveis 2 começa exatamente onde o primeiro acabou 
(exatamente mesmo) e expande aquele universo de uma
maneira excelente.

A ação e o humor continuam na mesma pegada que o
filme anterior e a história também é ótima.

 Brad Bird é mesmo um baita diretor e roteirista.

Pelo longa dá um foco maior na Mulher-Elástica,
alguns chatos acusaram ele de ser uma obra feminista.

Na boa, quem acha tem mais é que ir se @#$%.

O que o filme faz é apenas inverter as coisas
que aconteciam no primeiro, com a Helena partindo
pra ação e o Beto ter que cuidar das crianças em casa e eu
achei essa sacada genial.










Halloween (2018, EUA, Dir: David Gordon Green)


Além dos Incríveis, outra franquia que
ressuscitou em 2018 foi Halloween.

Depois de uma sucessão de filmes ruins e um reboot
fracassado, Michael Myers (James Jude Courtney)
e Laurie Strode (A eterna Jamie Lee Curtis) voltaram
em grande estilo em um filme que honra o legado da saga
e principalmente o longa original de 1978.

É verdade que o filme tem alguns erros, mas nada que realmente
comprometa o resultado final.


O novo Halloween é terror e suspense de qualidade.










Aquaman (2018, EUA, Dir: James Wan)



E quem diria meus amigos, que o único filme da DC do ano
(se não levarmos Titans Go em consideração)  acabaria sendo
um dos melhores ?!

Aquaman é tudo o que um filme de super-herói deve ser.

Com aventura, ação, romance e humor bem equilibrados e
um grande respeito ao material fonte.


James Wan entendeu muito bem, que estava dirigindo um filme
baseado em quadrinhos e não teve pretensões tolas de querer
fazer algo sério e sombrio.


Esse era o problema dos filmes da DC até então, todo mundo
tinha que ser meio Batman, vide o Superman sombrio e depressivo
que vimos em Homem de Aço e no intragável Batman VS. Superman.

Tivemos vislumbres do afastamento desse estilo com a Mulher-Maravilha no
ano passado e com a Liga da Justiça (por mais que esse último tenha problemas
eu ainda gosto muito dele, por tentar aproximar os heróis do que eles são nas HQs).


Resumindo: Se você acha que todos os filmes de super-heróis tem
que ser sombrios e sisudos, talvez esse gênero não seja o mais
indicado pra você.








Bumblebee (2018, EUA, Dir: Travis Knight)


Até hoje os filmes baseados na linha de brinquedos Transformers,
se resumiam á cenas de ação megalomaníacas, roteiros fracos, personagens
desinteressantes e designs ruins dos robôs.

Felizmente, Bumblebee fez tudo isso ao contrário.

As cenas de batalhas são contidas e bem legais, a história é boa, os
personagens tem um bom desenvolvimento, desdo o próprio 
Bumblebee á sua amiga humana Charlie Watson (Hailee Steinfeld)
e o visual dos Transformers não poderia ser melhor, usando o desenho
clássico como base.

Bumblebee é tudo os que outros filmes não foram.

O que deixa claro, que Michael Bay era o culpado.


Obrigado Travis Knight.









Um Lugar Silencioso (A Quiet Place, 2018, EUA, Dir: John Krasinski)




Existem filmes de terror que fogem do lugar comum
e trazem novas maneiras de assustar  o público.

Foi assim com Psicose, que praticamente criou o sub-gênero slasher,
com O Bebê de Rosemary que mostrava uma maneira mais ousada
de abordar o satanismo, com Alien que misturava terror e ficção científica
com maestria, com Bruxa de Blair e o seu estilo de falso documentário
e também com os Chamado e o Grito, com as suas fantasmas cabeludas
e vingativas.

Porém tinha um bom tempo, que não tínhamos uma novidade dessas
e ela veio com o Um Lugar Silencioso.

Imagine vive em um mundo onde é proibido fazer barulho, pois
caso o contrário a sua vida corre risco ?!


John Krasinski (que também dirigiu e co-escreveu o roteiro)
ao lado de Emily Blunt nos entrega um filme ótimo, que consegue
ser dramático e aterrorizante de uma maneira inovadora.













Os Bons




Hora de falar daqueles filmes que foram bons, mas por causa
de um motivo ou outro não foram excelentes.










Deadpool 2 (2018, EUA, Dir: David Leitch)



Deadpool 2 é um bom filme.

Tem boas cenas de ação, um roteiro ok e tem aquele humor politicamente incorreto
que amamos no personagem título.

Porém, ele não faz nada de muito diferente do primeiro filme.

O Cable de Josh Brolin (Ele de novo) e a Dominó de Zazie Beetz
são ótimos, sem falar nas várias participações especiais e o vilão surpresa,
mas, o longa é divertido e não mais do que isso. (E nem deveria ser.)














Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdon, 2018, EUA,
Dir: J. A. Bayona)



Contando com os dois filmes com o "World" no título,
a franquia Jurassic Park já conta com cinco filmes e do meu
ponto de vista, infelizmente ela já demonstra sinais de cansaço.

O Jurassic World de 2015, trouxe um ar de renovação pra
franquia e homenagem aos filmes clássicos, porém a sua sequência,
não conseguiu manter o ritmo, na minha opinião.

O Reino Ameaçado não é um filme ruim, longe disso, mas
soa bem repetitivo pra quem já viu os filmes anteriores, 
principalmente com o segundo filme da saga, o Mundo Perdido
do qual esse tem bastante semelhanças.

O longa até tenta fazer uma inovação no final com...

SPOILERS !!!


...libertar os dinossauros na civilização, mas sei lá, esse final
não me convenceu.


Bem, se a parte três que eles pretendem fazer não trazer
inovações reais pros filmes, sinceramente eu acho que
deveria encerrar a saga por aqui.








Homem-Formiga e a Vespa (Ant-Man and The Wasp, 2018, EUA,
Dir: Peyton Reed)




O primeiro Homem-Formiga foi mais um dos acertos do Marvel Studios,
sendo um filme bem divertido.

O segundo denominado Homem-Formiga e a Vespa, mantém a
qualidade e explora melhor os poderes dos heróis, além
de apresentar o Mundo Quântico (que tudo leva á crer será mais
explorado no futuro).


O filme também é um dos mais cômicos do estúdio, mas é
aquela comédia que combina com o tom, ao contrário
daquela papagaiada chamada Thor Ragnarok.













O Doutrinador (2018, Brasil, Direção: Gustavo Bonafé.)



Como filme de herói nacional (no caso anti-herói), 
o Doutrinador até que manda bem, porém ele peca
em algo fundamental: Parece Artificial.

A produção do longa se preocupou demais em se assemelhar
aos filmes americanos, que fez com que o longa pareça uma obra
que foi feita lá fora e que simula o Brasil e não um produto genuíno daqui.


Veja bem, eu sei que na trama, a história se passa em um Brasil alternativo,
mas veja o exemplo dos dois Tropa de Elite.

Os dois também se passam em uma versão alternativa do nosso país, mas
mesmo assim, não causam estranhezas, pois muito da  nossa cultura e dia-a-dia
podem ser vistos neles (sem falar da maneira como eles abordam a polícia, o tráfico,
as milícias, o governo e etc.)

Eu senti falta dessa sensação no Doutrinador e isso fez ele perde pontos
pra mim.











Os Medianos


E chegamos naqueles longa que não foram bons, mas também não foram
ruins.

Os famosos "dá pra ver".


Vamos em frente.












Tomb Raider: A Origem (Tomb Raider, 2018, EUA, Reino Unido, 
Dir: Roar Uthaug)




Cinema e vídeo-games são duas coisas que costumam não combinar.

A grande maioria dos filme baseados em jogos, são baitas porcarias ou
no máximo filmes medíocres.


O novo Tomb Raider se encaixa no segundo caso.

A bela Alicia Vikander vive até uma Lara Croft interessante,
mas o roteiro fraco não sustenta o filme.

Mesmo que o longa tenha se baseado no bem sucedido reboot
da franquia nos games, ele deixa a desejar.


Mas mesmo assim, o filme atual consegue ser bem melhor
do que qualquer um dos dois estrelados por Angelina Jolie.
















Círculo de Fogo: A Revolta (Pacific Rim: Uprising, 2018, EUA,
 Dir: Steven S. DeKnight)




Eu poderia resumir o que eu achei de Círculo de Fogo: A Revolta
em uma única palavra: Decepção.


Mas tentarei ter um pouco mais de profissionalismo.

Esperamos anos para ver uma sequência de Pacific Rim, um dos
melhores filmes de Guillermo del Toro e que prestava
homenagem aos filmes e séries de tokusatsu e super sentai.

Mas quando a continuação veio, nos deparamos em um filme com
história fraca, com personagens fracos (nem mesmo
John Boyega conseguiu criar empatia com o seu Jake Pentecost)
e que tinha mais cara de Transformers do que de Pacific Rim.


Tudo nesse filme parece que foi feito com o propósito de ser
de escala maior que o primeiro e ele falha miseravelmente nessa empreitada.



O final tem um gancho pra uma terceira parte, mas sinceramente, não
tenho o mínimo interesse em vê-la.









Han Solo - Uma História Star Wars (Solo: A Star Wars Story, 2018,
EUA, Dir: Ron Howard)



Quando Han Solo estreou, eu estava "sem verba" e por isso
não o assisti de cara, mas quando eu finalmente resolvei ir vê-lo,
o filme tinha evaporado dos cinemas.


Sem brincadeira, não o achei para assistir em lugar nenhum
e considerei isso um péssimo sinal, sem falar nas várias
críticas negativas que ouvi e li dele.

Bem, quando enfim assisti ao longa eu fui surpreendido.

Eu esperava um desastre completo, mas Han Solo é um filme
divertido, tem cenas legais e uma história ok.

Tá, é verdade que ele é sim um filme desnecessário.

Mas mesmo assim, acho que não merecia ter fracassado do
jeito que fracassou.















A Freira (The Nun, 2018, EUA, Dir: Corin Hardy)




Um filme de terror, que quase não assusta é um problema ao meu ver.

A Freira deveria contar a origem do demônio Valak, introduzido em
Invocação do Mal 2 e expandir ainda mais esse universo
de terror criado por James Wan.

 Bem o filme até faz isso,
mas  parece se preocupar mais em contar a história da noviça
Irene (Taissa Farmiga) e trazer cenas de humor, que não casam
muito bem com um filme de terror, do que assustar o público.


É verdade que o filme tem sim, algumas cenas bem aterrorizantes,
mas eu esperava mais, sinceramente.










Venom (2018, EUA, Dir: Ruben Fleischer)





A ideia da Sony de fazer um universo compartilhado do Homem-Aranha,
sem o Homem-Aranha é no mínimo bizarra, mas vendo o sucesso
que Venom fez, pode apostar que eles vão ir em frente com isso.


Pra falar a verdade, a bilheteria alta do filme foi totalmente inesperada
pra mim (e pra muitas outras pessoas também), já que Venom é
um longa fraquíssimo.

A história é fraca e cheios de furos, o CGI é esquisito e as atuações
são ruins (Só Tom Hardy que se esforça).


Claro, o filme tem algumas qualidades, como a dinâmica
entre o Eddie Brock e o simbionte e as cenas de ação, mais
ainda assim ele é um filme bem básico, pra ter tido uma
arrecadação tal alta.

A única explicação é o carisma que o Venom tem com
o público, principalmente com os mais jovens.














O Filme Ruim



O Predador (The Predator, 2018, EUA, Dir: Shane Black)



"Felizmente" o único filme que desse ano que assisti e considerei uma
diarreia colossal foi esse novo Predador.

Shane Black já deu sinais das insanidades (no mal sentido mesmo)
que pode fazer com boas franquias, no polêmico Homem de Ferro 3.

Aqui ele se supera fazendo um filme simplesmente horrível,
que joga no lixo, todo o conceito dos Predadores estabelecido até
então.


A história não faz sentido, os personagens são péssimos,
o humor é bizarro e as cenas de ação são artificiais ao quadrado.


Predador nunca foi sinônimo de filme excelente , mas
os três anteriores eram bons dentro de suas propostas.


O atual é simplesmente um péssimo filme dentro de
qualquer proposta.






Bem é isso galera, Feliz Ano Novo
e vamos nos preparar pra mais um ano cheio
de grandes lançamentos no cinema, pra
alegria de nossos corações e terror dos nossos bolsos.








quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O Doutrinador e o Futuro do Cinema Nacional







Já tem um tempo que o Doutrinador chegou aos cinemas,
por isso escrever uma crítica agora dele é meio
sem sentido, mas o filme tem algo mais que
justifica essa postagem: Ele pode ser o primeiro
de uma possível onda de filmes de heróis nacionais.

Por isso, vamos em frente com isso.


Bem, como autor de histórias quadrinhos protagonizadas
por super heróis nacionais (que você pode ler aqui )
eu fiquei bem empolgado quando soube que uma HQ
brasileira seria adaptada aos cinemas.

Admito que nunca fui muito fã do Doutrinador,
que é uma criação do roteirista Luciano Cunha, mas
achei o personagem interessante.

Ele é como o Justiceiro, só que ao invés de matar
mafiosos e traficantes, ele vai atrás de políticos
corruptos.

Mas o fato mais notável é ver essa HQ sendo
adaptada para o cinema.

O cinema nacional não costuma fazer adaptações
de HQs e isso é algo meio inédito.

Até então o único herói brasileiro que ouvi
falar que teve um longa foi o Judoka (Longa esse, dizem ser de qualidade
muito duvidosa).

Bem, vamos á uma breve análise do filme.












Na trama Miguel Montessant (Kiko Pissolato) é um agente
de uma divisão especial da polícia chamada D.A.E.
(Divisão Armada Especial).

Depois que sua filha é morta por causa de uma bala
perdida e de falta de atendimento em um hospital,
Miguel enlouquece e passa a agir como o justiceiro mascarado
chamado de o Doutrinador, eliminando políticos corruptos que considera
os culpados pela péssima situação do país.

Ele conta com a ajuda da hacker Nina (Tainá Medina)
enquanto é perseguido pelos outros agentes da D.A.E.
(que inclui o seu amigo Edu vivido por Samuel de Assis)
e uma quadrilha de políticos corruptos.








(Não pouparam esforços com a divulgação do filme.)



Bem, posso dizer que o filme é bem legal.

Eu não assistia um filme de ação bom, produzido no
Brasil desde Tropa de Elite 2.

As cenas de luta e tiroteios são
excelentes e não devem em nada á
produções lá de fora.

O roteiro apesar de básico é bem decente
e funciona á maior parte do tempo.

E o mais legal da trama são as críticas á corrupção
e o descaso com a população.

O visual também é muito bom,
incluindo a aparência do Doutrinador e
a própria fotografia do filme em si.

Porém nem tudo são flores.



Um dos pontos negativos da obra é a tentativa de simular muito os
filmes de Hollywood.

Sei que a ideia era se inspirar nos longas das DC/Marvel,
mas algumas vezes parecia que eu estava vendo um filme
americano, que se passa no Brasil e não um filme nacional
verídico.

Algumas coisas ficaram meio artificiais, mesmo
com o filme abordando problemas bem brasileiros
como a corrupção na política ou descaso na saúde que eu já mencionei,
a coisa não fluiu naturalmente.

Alguns dos personagens parecem clichês ambulantes (principalmente
alguns dos vilões, como o governador corrupto vivido por Eduardo Moscovis.)


Outro ponto que me incomodou um pouco foi a trilha sonora.

Eu não me recordo de ter escutado uma música nacional no longa e
sim só internacionais e isso me incomodou um pouco.

Isso não chega á ser um defeito, mas é estranho
um filme que se passa no Brasil e não toca
músicas daqui.


Não, eu não queria que tivesse Anitta ou Luan Santana
no filme, mas acho que algumas do Cazuza ou Legião Urbana
iriam combinar perfeitamente, mais especificamente



Bem mesmo com problemas, o Doutrinador está longe
de ser um filme ruim e acho que ele cumpre o seu papel
como entretenimento, resta agora esperar
a série que irá sair no ano que vem.





Título: O Doutrinador

Ano: 2018



Direção: Gustavo Bonafé.



Roteiro: Luciano Cunha, Gabriel Wainer,
Rodrigo Lages, L. G. Bayão e Guilherme Siman.






Elenco: Kiko Pissolato, Tainá Medina,
Eduardo Moscovis, Marília Gabriela,
Tuca Andrada, Natália Lage, Samuel de Assis,
Helena Ranaldi, entre outros.




Nota: 7/10.

Não, vai embora, pois a postagem ainda não acabou.




O início dos heróis nacionais no cinema ?



Se você acha que histórias em quadrinhos protagonizadas por
heróis nacionais e produzidas no Brasil são uma novidade, está bem enganado.

Existem personagens aqui há décadas.

Capitão 7 de Rubem Biáfora, Raio Negro de Gedeone Malagola,
Velta de Emir Ribeiro, Meteoro de Roberto Guedes e o já
citado o Judoka de Pedro Anísio e Eduardo Baron, são só
alguns deles.


Bem, se o longa do Doutrinador se tornar um sucesso, é provável
que muitos desses outros personagens também sejam adaptados
ao cinema.


É claro que heróis com poderes como o Capitão 7, precisariam
de mais recursos para produzir filmes decentes, mas não
é impossível que ocorra.


Pra falar a verdade, o Doutrinador faz parte do
Universo Guará e já existem planos para adaptar
os demais personagens, só nos resta aguardar.


Talvez um dia o nosso cinema, produza
longas de super-heróis tão
bons quanto as mega-produções da Marvel e DC.


Eu conto com isso.













terça-feira, 30 de outubro de 2018

Sadako VS. Kayako : Aquele Crossover da Vergonha Alheia.




Dentro da cultura pop, existe algo que sempre chama
a atenção das pessoas, os crossovers.

Muitas vezes temos crossovers incríveis, muito bem escritos
e com personagens semelhantes o suficiente pra não
causar estranhezas, como Superman versus Homem Aranha,

Mas também temos encontros de personagens bem nada
a ver, com histórias horríveis, que é o caso de

Infelizmente, Sadako VS. Kayako lançado em 2016, se encaixa no segundo
exemplo.


Venha comigo conhecer esse filme de horror (ou seria um horror de filme ?!)











("- Toshio, mamãe já falou pra não assistir fitas estranhas.")


Verdade seja dita, o filme começa até que bem, mostrando
duas narrativas paralelas (recurso comum nos filmes de Ju-On).

A primeira delas foca nas amigas e estudantes universitárias 
Yuri Kurahashi (Mizuki Yamamoto) e 
Natsumi Ueno (Aimi Satsukawa) que por acidente
acabam assistindo o vídeo amaldiçoado de 
Sadako (Elly Nanami).


A segunda foca na colegial Suzuka Takagi (Tina Tamashiro)
que se muda para perto da casa maldita e assombrada de 
Kayako (Runa Endo) e Toshio Saeki (Rintaro Shibamoto)
e lógico, acaba entrando no local.



Para ajudar as meninas e impedir que elas
sejam mortas pelas fantasmas vingativas, um investigador
paranormal chamado Keiko Tokiwa (Masanobu Ando)
e a sua assistente mirim Tamao (Mai Kikuchi)
tem a ideia de fazer Yuri entrar na casa dos Saeki (a
essa altura do filme, Natsumi já foi saco) e Suzuka
assistir o vídeo, pois segundo eles, isso
fará com que as assombrações cabeludas lutem
entre si pela almas das meninas e possivelmente se destruam.


Belo plano (só que não).


É lógico que a coisa não acontece como eles
previam, resultando em um dos finais
mais sem noção da história do cinema de horror.











("- Desculpa mãe, falaram que era um vídeo da Ran Asakawa.")




Pra quem não sabe, a ideia de Sadako vs Kayako
começou como uma brincadeira de primeiro de Abril,
mas a galera gostou e o filme foi produzido.

Mas sinceramente, acho que ele não deveria ter sido feito.

Eu particularmente acho bem forçada a ideia de duas entidades
sobrenaturais saindo na porrada, acho meio sem noção.

E pra piorar o roteiro do filme usa desculpas péssimas
para o duelo, que também é o caso de Freddy vs Jason
e Batman vs Superman, o que mostra que isso não é
exclusividade desse filme.


Bem, o filme até pode ser interessante e vale como
curiosidade para os fãs de ambas as franquias.

Talvez no futuro Hollywood faça a versão americana
desse crossover (tudo é possível), mas se seria melhor ou
pior que esse longa, só nos resta especular.


E me referindo ao final, eu não quero dá
spoilers pra quem ainda não assistiu, mas
a imagem abaixo deve dá uma dica.





(Entendedores entenderão.)








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